Escrito em Fevereiro 24th, 2008 às 5:31 pm por Paulo Páscoa

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As tabuinhas de argila da Babilônia

ST. SWITHIN’S COLLEGE NOTTINGHAM UNIVERSITY

Newark-on-Trent Nottingham

21 de outubro de 1934

Professor Franklin Caldwell,

Responsável pela expedição científica britânica

a Hillah, Mesopotâmia.

Caro Professor:

Sua carta e as cinco tabuinhas de argila achadas durante sua recente escavação nas ruínas da Babilónia
chegaram no mesmo barco. Fiquei extraordinariamente fascinado e passei muitas horas agradáveis
traduzindo as inscrições. Queria responder imediatamente a sua carta, mas achei melhor esperar até que
tivesse completado a tradução das tabuinhas.

Elas chegaram em bom estado, graças ao uso providencial de anteparos e excelente empacotamento.

Você ficará perplexo, tanto quanto nós mesmos ficamos aqui no laboratório, com a história que elas
contam. Em geral esperamos que o impreciso e distante passado fale de romance e aventura, coisas do
tipo As mil e uma noites, você sabe. Quando, em vez disso, esse mesmo passado revela os problemas
enfrentados por um homem chamado Dabasir para saldar suas dívidas, percebe-se que as condições que
regiam o mundo antigo não mudaram muito nesses cinco mil anos.

É estranho, mas essas velhas inscrições me passaram um “trote”, como dizem os estudantes. Sendo um
professor universitário, sempre me julguei como um pensador que detivesse um conhecimento prático a
respeito de muitos assuntos. E então me aparece esse velho sujeito, saído dos mundos soterrados da
Babilónia, oferecendo uma maneira, de que nunca ouvi falar, de resolver o problema de minhas dívidas e
ao mesmo tempo andar com moedas de ouro tilintando em meu bolso.

Como seria agradável e interessante averiguar se tal sistema funcionaria tão bem nos dias de hoje
quanto o fez na antiga Babilónia. A Sra. Shrewsbury e eu estamos planejando testá-lo em nossos próprios
negócios, que poderão melhorar muito.

Desejando-lhe toda a sorte do mundo em seu valioso empreendimento e aguardando impacientemente
outra oportunidade de servir, despeço-me

com os sinceros cumprimentos de

Alfred H. Shrewsbury,

Departamento de Arqueologia

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